Sociedade civil moçambicana alerta para urgência no combate à desnutrição infantil 256

Um grupo de organizações da sociedade civil em Moçambique alertou ontem (31) para a urgência no combate à desnutrição infantil no país, agravada por fatores climáticos e de segurança, quando se assinala o dia da saúde e nutrição.

A situação [de desnutrição infantil] é ainda mais preocupante em regiões afetadas por conflitos armados, eventos climáticos extremos e pobreza, fatores que agravam a insegurança alimentar no país“, lê-se num relatório do Depositório Digital sobre Direitos Humanos, coordenado pelo MISA (Instituto para os Media da África Austral) Moçambique e que reúne conteúdos sobre direitos humanos desenvolvidos por várias organizações não-governamentais moçambicanas.

Ontem, dia da saúde e nutrição, a sociedade civil avançou que 36,7% das crianças moçambicanas sofrem de desnutrição crónica e 3,8% de desnutrição aguda, o que destaca, entre outros, a urgência no combate a este mal e necessidade de promover “políticas eficazes” para garantir o acesso a alimentos nutritivos para todos.

Em outubro, o Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional moçambicano (SETSAN) anunciou que o país registou uma redução nos níveis de desnutrição crónica de 10% na última década, mas o problema ainda afeta três milhões de pessoas.

“Estamos a falar de uma redução nos últimos dez anos de cerca de 10% (…), mas o desejável era que não tivéssemos desnutrição crónica”, disse a secretária executiva do SETSAN, Leonor Mondlane, durante uma cerimónia que assinala o dia Mundial da Alimentação, citada pela Lusa.